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4 VERDADES SOBRE O DIVÓRCIO – Ir. Josué Semeone

4 VERDADES SOBRE O DIVÓRCIO – Ir. Josué Semeone

Lembro-me, numa aula de escola dominical, um pastor-teólogo, muito sábio, referiu-se a seguinte resolução sobre o divórcio: “as igrejas não sabem lidar com este assunto”. Esta frase perpetuou-se em minha mente, passara-se quase duas décadas e ainda me recordo. Isto é uma verdade! O divórcio é um assunto que as igrejas não sabem como lidar. Observe: tem igrejas que permitem o casamento pós-divórcio, tem igrejas que não, tem igrejas que até dizem que uma pessoa que se sapara perdeu a sua salvação. Tem igrejas que aceita a separação desde que não se case novamente. E então?!

Este assunto por ser bem controverso, sempre me atiçou a curiosidade, sempre quis saber a verdade sobre. Li livros de grandes homens de Deus e sábios, esperançoso de que me dessem uma resposta satisfatória, porém, tudo que consegui foram informações vagas e controversas.

Quando achei que não havia uma resposta satisfatória e concreta sobre o assunto, um único versículo desencadeou minha mente, trazendo quatro, isto mesmo, apenas quatro verdades absolutas sobre o assunto, que creio, é suficiente para resolver a dor de cabeça de muitos pastores. Se o amigo leitor precisa de informações concretas por algum motivo pessoal, você terá agora. Se acaso é um líder ou pastor, creio que estas quatro verdades irá ajudá-lo a lidar com esta situação sem meios-termos.

 

VERDADE: O CASAMENTO É INQUEBRÁVEL

E serão os dois uma só carne, e assim, já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem” (Mc 10.9,10).

Não há permissão alguma na bíblia para se quebrar um elo matrimonial. Porém, o referido tem sido constante dentro das igrejas. Quando isso acontece, ocorre um desprezo pela vontade e soberania de Deus. E creia, haverá consequências graves!

Talvez você diga: – Jesus permitiu que se deixasse um matrimônio em caso de prostituição! – Exatamente! Jesus concedeu uma autorização para se deixar um casamento sob tais circunstâncias, mas não quebrar o elo matrimonial.

Existe uma permissão, embora não seja a vontade divida, para se deixar com as próprias pernas um casamento, mas não há autorização para quebrar um elo matrimonial. Portanto, quando ocorre uma separação, temos dois tipos se agentes, o vitimado, o que causou a separação, e às vezes, os dois foram os responsáveis pela separação – exemplo: os dois estão insatisfeitos com o casamento, então, chegam a um consenso de que o melhor é cada um seguir a sua vida – neste caso os dois serão responsabilizados por terem quebrado o elo.

 

VERDADE: CONSEQUÊNCIAS PARA QUEM CAUSA O DIVÓRCIO

De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido, mas, morto o marido, livre está da lei e assim não será adultera se for de outro marido” (Rm 7.3).

Aqui o texto está enfatizando alguém que causou o adultério. Se o mesmo a chama de adúltera, logo se sabe que foi a responsável pelo desquite. Não estamos falando de alguém que sofreu o adultério, mas que causou.

Existe permissão para se quebrar um elo matrimonial? Não! Não há nada que Deus preze mais nesta vida do que a família. Portanto, quem quebrar esta instituição, que é a menina do olho de Deus, irá sofrer duras consequências.

Quais seriam estas consequências? Observe o texto acima: “…vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro…” Entendeu? A consequência pra quem causa o divórcio, é que mesmo separados, quem causou a separação estará sujeita à lei do marido ou vise-versa, enquanto este viver. Não poderá casar novamente. Terá que escolher entre carregar uma pesada cruz durante o resto de sua vida ou perder a salvação – ou pelo menos enquanto seu conjugue traído estiver vivo.

Talvez você diga: – Mas Deus não perdoa? – Sim! Deus perdoa. Mas para cada pecado tem uma consequência. Exemplo: Um assassino pode se arrepender logo após tirar uma vida, e pedir perdão a Deus, certamente será perdoado, mas este fato não o impedirá de ir para a cadeira.

O texto de romanos é literal, fácil de entender, sem meios termos. Portanto, querido amigo, pense duas vezes antes de se aventurar num relacionamento extra-conjugal pouco promissor – se for o seu caso. Quem causa a separação, poderá ser perdoado, mas como consequência do seu descaso quanto à família que Deus lhe deu, terá que viver sem envolvimentos amorosos, caso contrário, estará insistindo no pecado de prostituição que o (a) levará ao inferno.

Talvez você conheça pastores e igrejas que aceitam e realizam casamento de pessoas que traíram seus conjugues, e não são poucos os que fazem isto! Porém, nenhuma instituição religiosa, pastor ou dogma, exerce autoridade sobre a Palavra de Deus. Portanto, não podem anular a verdade explícita de Romanos 7.3.

 

VERDADE: CONDIÇÃO DE QUEM SOFRE O ADULTÉRIO

Qualquer que deixar sua mulher, a não ser por causa de prostituição…..” (Mt 5.32).

Existe uma autorização explícita para se deixar um matrimônio (Não para quebrar), quando ocorre a traição da outra parte. Apenas em caso de prostituição Deus dá uma permissão para se deixar, e não para quebrar um elo matrimonial. Há uma diferença imensa entre quem causa e quem sofre uma traição! Já vimos que quem causa não pode tornar a casar-se novamente, como punição pelo seu ato de libertinagem – pelo menos enquanto o conjugue traído estiver vivo.

Agora chegamos a um ponto de muitas controvérsias! Quem sofre a traição, pode casar-se novamente? Algumas igrejas não aceitam o segundo casamento mesmo para aqueles que foram traídos. Outras aceitam. Outras na verdade, não sabem lidar com esta situação embaraçosa. Quem está com a razão?

Primeiramente, a vontade de Deus para quem sofre uma traição (Não um mandamento), é para que continuem sozinhos e dedicam suas vidas à obra: “está livre de mulher, não torne a buscar mulher”(1º Coríntios 7.27 ). Todavia, isto é um conselho da parte de Paulo e não um mandamento.

Mas e se um marido traído decidir que quer recomeçar a sua vida com outra pessoa? Bem, para chegarmos a um denominador comum, temos que entender que no antigo testamento, alguns pecados eram tolerados sem exercer culpa ou condenação. Por exemplo: Abraão mentiu. Davi teve várias mulheres. Mas, bigamia e mentira não são pecados condenados pela bíblia? Sim! E por que estes celebres homens de Deus cometeram tais atos e ficaram sem culpa? É simples! Porque, naquela época, não havia uma lei que os proibisse de terem mais de uma mulher ou de mentir – “…pela lei vem o conhecimento do pecado” (Rm 3.20). Deus permitiu que mentissem ou fossem bígamos? Nunca! Não obstante, como não havia uma lei direta que condenasse tais atos, havia uma “tolerância” para algumas falhas, mas não era uma autorização para pecar.

Voltando ao nosso assunto: Existe na bíblia alguma lei que impeça um divorciado, que sofreu o adultério de se casar novamente? Não! Se não há uma lei direta que impeça o segundo casamento sob tais circunstâncias, também não há uma condenação prevista.

 

VERDADE: CONDIÇÃO DE QUEM SE SEPARA SEM HAVER ADULTÉRIO

Eu vos digo, qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério” (Mt 5.32).

Se você observar detalhadamente, poderá achar que há uma controvérsia no texto. O mesmo está destinando um julgamento à mulher repudiada, e não ao homem que a repudiou. E agora? Já havia notado isto?

Bem… Em primeiro lugar, entenda que há um segundo plano encaixado no texto entre duas virgulas ( “…a não ser por causa de prostituição…”), mas não é a situação à qual está sendo destinada a sentença. Tirando este segundo plano, o texto está falando sobre repudiar e não sobre prostituição. A bíblia só dá permissão para se sair de um casamento em caso de prostituição.

Todavia, o sentido do texto está atrelado ao repúdio. Como assim? Vou dar um exemplo: O marido resolve que quer viver sua vida sozinho, e então, sai de casa, todavia sem trair a mulher. Ele cometeu prostituição? Não. A bíblia permite sair de um elo matrimonial sem que o motivo seja a prostituição? Não. Então como fica a situação desta mulher? É o que denota este sentido aparentemente controverso do texto: “…e qualquer que casar com a repudiada comete adultério”. Ela não pode casar-se, pelo menos por enquanto ( até que o conjugue que se foi se una a outra pessoa consolidando um ato de prostituição ), e se alguém casar com ela também estará cometendo adultério.

Resumindo: A condição de uma pessoa simplesmente repudiada, é uma estranha condição de Espera. E por que isto? É simples! Porque Deus prioriza a família acima de tudo. Como não houve uma situação vergonhosa de adultério, Deus espera que este conflito seja resolvido e o casal possa retomar sua condição matrimonial. Ainda há uma esperança de se salvar este casamento, e como ainda não se esgotaram os recursos, Deus continua apostando neste casamento.

E quanto à mulher repudiada, o que deve fazer? Ore, busque respostas, não desista, e não abandone o conjugue mesmo que ele tenha se ido, para que também não venha a ser participante deste divórcio. A distância, a solidão e o silêncio são grandes professores, aprendi-se mais sobre casamento numa audiência com estes três agentes do que num congresso de casais. Portanto, se não houve prostituição a possibilidade de reconciliação é grande. Não se antecipe à vontade de Deus! Não queira passar por cima de suas diretrizes! Se acontecer esta condição de Espera em sua vida, então, espere! Seu casamento ainda pode ser salvo. E se acaso o conjugue que se foi chegar a concluir um ato de adultério, a prostituição, bem, ai sim entra a permissão para recomeçar sua vida, se assim desejar, com outra pessoa.

Nota: Querido amigo. Se a informação contida acima supriu suas dúvidas, passe a informação adiante. Copie o link e envie para amigos que você sabe estão passando por algum atrito no casamento, ou mesmo para pastores que você conhece. Pois, este é um assunto que tem sido um verdadeiro tabu para muitas igrejas. Passando a informação adiante, você poderá evitar que casamentos sejam desfeitos, e que condenações caiam sobre os divorciados. Tem muita gente que poderia recomeçar sua vida é não o fazem por informações erradas, e do contrário tem pessoas atraindo uma condenação eterna para si com aprovação de seus pastores, exatamente por não saberem lidar com este assunto.

                                                                                                                                       Um forte abraço! Josué Semeone.

 

Alan Dinali
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