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A Inspiração das Escrituras (Parte 1) – Pb. Jefferson Teixeira

A Inspiração das Escrituras (Parte 1) – Pb. Jefferson Teixeira

A REGRA AUTORIZADA

Como posso saber qual a verdadeira religião?

Eis uma importante pergunta feita com frequência. Ela merece ser respondida, visto que o bem-estar eterno de quem a faz está em jogo. A questão real é a da autoridade.

Há três tipos básicos de autoridade religiosa:
(1) a razão humana,
(2) a Igreja e
(3) a Palavra de Deus.

Talvez o tipo mais comum, hoje, seja a razão humana. Não perderemos tempo discutindo acerca das realizações do intelecto humano.
Elas são realmente admiráveis. Nem poremos de lado a necessidade de se manusear os negócios da vida diária de uma maneira lógica. O processo de se abordar problemas de forma a corresponder ao bom senso chama-se racionalidade.
1) A Razão Humana

Não é pecado agir com a razão. A racionalidade, porém, não deve ser confundida com o racionalismo. O racionalismo é aquela crença que coloca a razão humana como a mais elevada das autoridades. Alegam os racionalistas que, com o tempo, o gênio humano desvendará todos os segredos do Universo, e conduzirá o planeta a uma vida de paz, saúde e Prosperidade para todos.

Uma forma de racionalismo é o cientismo.
Ele acredita que a ciência, com suas metodologias e instrumentos, será capaz de analisar e solucionar todos os problemas que fustigam a raça humana. Entretanto, tal ponto de vista sofre de severas restrições, pois falha em reconhecer a incapacidade da ciência em analisar determinadas coisas. Não pode, por exemplo, trabalhar diretamente com a cor e o som. E vê-se obrigada a expressar tais qualidades mediante termos quantitativos.
Mas qualidades não são quantidades.
Exemplificando: apesar de os cegos de nascença serem capazes de compreender a ciência e a matemática dos comprimentos
das ondas da luz, não significa que possam fazer a mínima idéia sobre o pôr-do-sol, a rosa vermelha ou o estranho colorido das asas da borboleta. O mesmo se pode dizer dos surdos. Embora possam vir a compreender a ciência e a matemática das ondas sonoras, jamais terão qualquer ideia acerca de uma sinfonia, ou de uma congregação que louva a Deus e glorifica a Jesus, no Espírito Santo. A ciência é incapaz de estudar elementos que não possam ser pesados ou medidos, como a alma humana. E nem pode tratar com ocorrências ímpares, como os milagres, pois estes são uma
manifestação distinta e separada da graça e do poder de Deus. Logo, o milagre não pode ser repetido para análise em laboratório.
Na realidade, os que tomam o racionalismo como sua autoridade terminam por aceitar a própria razão como autoridade suprema. Mas, conforme Salomão observou: “Nada há de novo abaixo do sol”, esse mesmo tipo de arrogância também se manifestava nos tempos antigos.
No capítulo 11de Gênesis, lemos sobre aqueles que tentaram desafiar a Deus, edificando uma torre altíssima, em Babel. Os racionalistas de todos os séculos assemelham-se a estes: põem sua confiança final na própria capacidade de raciocinar. Nos dias dos juízes, “cada qual fazia o que parecia direito aos seus olhos” (Jz 17.6 e 21.25). O caos e a confusão, resultantes dessa atitude, são claramente retratados nas trágicas histórias registradas no livro de Juízes.

2) A igreja

A segunda crença comum aponta a Igreja como a autoridade suprema. Alguns alegam que, já que o Cristo outorgou sua autoridade a Pedro, este, ao impor as mãos sobre os bispos que ordenara, conferiu-lhes automaticamente a mesma autoridade. E, assim, surgiu a cadeia sucessória de Pedro.
Através da “sucessão apostólica”, a autoridade vem sendo transmitida desde Cristo, através dos doze apóstolos, atravessando
os séculos. Com base nessa idéia, certas igrejas consideram-se acima das demais, arrogando-se como as únicas representantes autorizadas de Cristo. Seus líderes, por isso, procuram exercer uma autoridade que o Senhor jamais lhes outorgou.
Associada ao ponto de vista da sucessão apostólica, acha-se a asserção de que o Novo Testamento é um produto da Igreja, conferindo a esta uma espécie de prioridade sobre a Bíblia. Devemos observar, no entanto, que a teoria da sucessão apostólica não apareceu senão já no segundo século de nossa era. Outrossim, o concilio de Cartago, efetuado em 397 d. C., jamais autorizou o cânon dos livros do Novo Testamento que hoje reconhecemos como inspirados pelo Espírito Santo. Limitou-se, porém, a corroborar o que já era reconhecido por todas as igrejas da época. A morte de Cristo pôs a Nova Aliança em vigor (ver Hb 9.15-17). Após a sua ressurreição, Ele e o Espírito Santo trouxeram a Igreja
à existência. Ato contínuo, o Espírito Santo inspirou os escritores que nos legaram os livros do Novo Testamento.
Atualmente, visto haverem disputas e querelas entre os corpos eclesiásticos, o coração do homem anela por uma autoridade superior a da organização eclesiástica terrena.

3) A palavra de Deus

A terceira alternativa consiste em se confiar explicitamente na autoridade da Palavra de Deus. Esse ponto de vista encontra-se baseado na convicção de que Deus, por sua natureza, é auto-revelador. (A diferença-chave entre as outras religiões e o Cristianismo é que elas vêem a humanidade no escuro, buscando por alguma coisa dentro de si mesma ou para além de si mesma. O Cristianismo revela o Deus que dissipa as trevas, que intervém na história humana e estende seu amor aos que se acham caídos.) Deus é um Deus que fala; Ele deseja comunicar-se com suas criaturas. Hebreus 1.1,2 disserta sobre esta característica do Supremo Ser: “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho. . .” Sim, Deus falou. Sua declaração final e plena, conforme nos indica Hebreus 1.1,2, foi feita através da pessoa de seu Filho, Jesus Cristo. Chamamos a essa maneira de falar de encarnação, onde o divino foi revestido pelo humano. Essa é a medida mais completa pela qual Deus pode comunicar’ se conosco. Trata-se de uma comunicação de pessoa para pessoa. Jesus Cristo, segundo nos lembra o primeiro capítulo do evangelho de João, é o “Verbo”, o mensageiro e a mensagem de Deus. Ora, assim como Jesus Cristo é a Palavra Viva, assim também a Bíblia é a Palavra escrita de Deus. Na ausência pessoal de Jesus, a Bíblia é a autoridade que o
Espírito Santo usa para dirigir o Corpo de Cristo. O apóstolo Paulo, em Romanos 10.8-15, afirmou dramaticamente que,
sem a proclamação das Boas Novas – a mensagem da Bíblia
– o homem jamais poderá reatar sua comunhão com Deus.
Ela é a base da nossa fé. Ela nos leva a confessar que “Jesus
é o Senhor”.

 

Alan Dinali
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