Deus quer que todos se salvem

Deus quer que todos se salvem

Deus quer que todos se salvem

A salvação é oferecida a todos

“Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora ‘a todos os homens’, e em ‘todo o lugar’, que se arrependam” (At 17.30).

Devemos observar livremente para uma melhor compreensão do significado do pensamento que cada palavra chave que o Novo Testamento usa para descrever a manifestação da graça de Deus e seus efeitos, e sempre vista no sentido universal.

Seu objetivo é sempre “todos”.

“Todos portanto, é um testemunho das riquezas da graça de Deus; alem disso, é uma prova incontestável de graça é graça mesmo. Se graça se manifestasse fazendo discriminação entre pessoas, já não seria graça.(1)

a) Todos. Selecionamos alguns textos e contextos bíblicos para mostrar a importância desta totalidade de alcance muito vasto na palavra “todos”, quanto a oportunidade de salvação.

“Todo aquele pois que escuta as minhas palavras e as pratica, assemelha-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mt.7.24)
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt.11.28).

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, preguai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo…” (Mc.16.15,16ª)

“E toda a carne verá a salvação de Deus” (Lc.3.6)

“ E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc.9.23).

“…Se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis (Lc.13.3b)

“Respondeu-lhes o Senhor: sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a minha casa” (Lc.14.23 – ARA).

“A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus e todo o homem emprega força para entrar nele” (Lc.16.16).

“Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem nele” (Jo.1.7).

“Mas, a todos quantos os receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que creem no seu nome” (Jo 1.12).

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna…” (Jo 3.16).

“Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna…” (Jo 6.40a).

Em outras seções do Novo Testamento, podemos observar como esta expressão “todos” no que diz respeito à salvação da pessoa humana, esta presente com sentido universal (At.2.21; 17.31; Rm.1.16; 10.13,14; 1Tm2.3,4, etc.).

b) A razão divina. A razão divina no plano da salvação não mostra restrição a quem quer que seja. “Deus anuncia a ‘todos os homens’ e em todo o lugar, que se arrependam”. Este, portanto, é uns dos motivos porque alguns têm por tardia a promessa da vinda do Senhor; o fato é que Ele não deseja que alguns se percam, senão que todos venham a se arrepender-se (2Pe.3.9).

Na passagem de 1 Timóteo 2.3,4, o apóstolo Paulo diz o seguinte: “Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso salvador. Quer que todos os homens se salvem…” O termo “quer” é a transliteração da palavra “deseja” (ARA). E, necessariamente, o vocábulo “deseja” é a tradução da palavra “thelo”, que significa “desejar”, “querer”, “ter prazer em”. (2).

A vontade de Deus é que o evangelho progrida, que seus efeitos sejam ampliados até se tornarem universais. O presente versículo não contempla qualquer limitação como “eleição incondicional” e “decreto reprobatório”. Tais considerações são simplesmente esquecidas aqui!

Isto não significa, por outro lado, que o “determinismo” relativo não seja uma verdade. Pois tanto a “vontade livre do homem” como a predestinação condicional” são verdades bíblicas. Quanto a conversão, como que surgem a frente duas estradas, assim é esta. Por sua própria vontade, o homem pode querer seguir aquilo que está de acordo com a vontade de Deus.

Quanto do arrependimento, o homem quer arrepender-se, e Deus confere poder para tal (3).

Não podemos negligenciar qualquer desses aspectos. O ser divino sempre vem ao encontro do ser-humano; o ser-humano sempre coopera com o ser divino. É assim que o homem usa de seu livre-arbítrio, exercendo o arrependimento e fé, e, portanto, se convertendo.

2. Em direção a Deus

Paralelamente a essas observações, pode se dizer que a vontade de crer e a própria “fé”, como também toda a boa ação ou passo na direção de Deus, devem ser conferidas por Deus. Isso é uma verdade, mas é apenas um dos lados da verdade.

Tal verdade é ensinada em Gálatas 5.22; Efésios 2.28. Trata-se do lado divino da verdade do livre-arbítrio. É a verdade que nenhum homem pode vir a Cristo, a menos que “Deus se achegue” a ele. Mas não é menos verdadeiro que “Deus se achegue a nós na cruz”. Por conseguinte, as Escrituras ensinam que todos os homens são donos potenciais da “fé” conferida por Deus, se assim o quiserem fazer.

Essa é uma dádiva divina aos homens. Todo e qualquer passo dado na direção de Deus deve ser feito em meio a agonia da alma, não sendo algo automático, como também a experiência humana o demonstra. Aqui, não tratamos de méritos próprios, e, sim, de boa vontade do pecador que olha para Cristo. Já no aspecto da “predestinação incondicional”, isso é visto automaticamente e não voluntariamente.

No último convite de Deus ao homem, subentende-se o concurso do livre-arbítrio humano, quando a voz divina conclama. “E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser tome de graça da água da vida” (Ap.22.17). E esse é o último convite da Bíblia aos homens, para que se deixem salvar. (4)

a) A ajuda de Deus. Num conceito geral da Bíblia, não devemos compreender que o homem possa agir totalmente “sem causa ou razão”, conforme diz a definição filosófica do livre-arbítrio.

Antes, devemos entender que o homem é dotado de “livre-arbítrio”, isto é, pode alterar o curso de sua maneira de pensar e de viver, sendo responsável por fazer tal. Nunca devemos pensar que isto funciona no vácuo. De fato, para vir a crer, cada indivíduo humano tem de vencer a si mesmo, além de ter de vencer muita oposição fora de si mesmo; e, para vencer na vida depois de salvo, a mesma boa vontade para com Deus deve continuar: “…Esforça-te, e…o Senhor teu Deus é contigo…”(cf. Js.1.9).

Deus tornou isso possível, através do que ele realizou na cruz, em Cristo Jesus. “Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados…” (2Co.5.19a). Através, e por meio deste gesto de Deus, até a alma humana caída é capaz de reconhecer seu próprio criador; e isto continuará possível mesmo que não houvesse livre agência em cada um de nós; embora, seguida de muita dificuldade (cf.Jr.13.23).

b) A chamada para o arrependimento. A chamada para o arrependimento e a fé, dados através da Bíblia, e que visam a todos os homens, conforme se vê em atos 17.30 e 1Timóteo 2.4 e outras passagens similares, seria apenas uma zombaria para aqueles que já se encontram em estado de miséria espiritual. (5)

Essa chamada divina universal seria um absurdo se os homens não pudessem se arrepender. O mandamento de Deus é que Ele “…não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos o s homens. E em todo o lugar, que se arrependam” (at.17.30)

Como seria possível obedecer? Isso pe inconcebível, fazendo as Escrituras se tornarem mera zombaria. Bem pelo contrário disso, Deus é salvador, que ama o mundo inteiro ( Jo.3.16), e que proveu meio seguro de salvação para todos, contando que se deixe salvar.

É verdade, como diz Paulo: “Nem todos obedecem”, mas a culpa não está em Deus, e, sim, neles.

As verdades bíblicas da predestinação e do livre-arbítrio humano não se contradizem entre si, pelo contrário, se harmonizam entre si em cada detalhe, porquanto são apenas dois lados de uma grande verdade, que diz respeito a interação da vontade divina e da vontade humana.

c) Como Deus age. Deus se utiliza da vontade humana para cumprir os seus decretos, mas sem destruir esta vontade. Todavia, como Deus faz isso, não sabemos dizer. Estudos acerca da personalidade humana e sobre os seus poderes inerente afirmam que o homem é um ser criativo, que pode estabelecer suas próprias circunstâncias, porquanto até mesmo em seu estado decaído no pecado, continua sendo um ser espiritual, que não se situa muito abaixo dos anjos.

Nessa capacidade, pois, o homem é um ser responsável, dotado de livre-arbítrio. Por conseguinte, bem longe do mero boneco ou robô, lançados pelos ventos cósmicos e forças mecânicas para lá e para cá.

A grande estrutura espiritual do homem é ilustrada pela vontade de seu livre-arbítrio; e é isso que o torna responsável pelas suas próprias ações (Pv.22.11 etc.).

Fonte: http://www.cacp.org.br/

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