Existe Maldição Hereditária? Ir. Willian Benfenatti

Existe Maldição Hereditária? Ir. Willian Benfenatti

Certa corrente teológica afirma existir a famigerada teoria da Maldição Hereditária, a qual os filhos são afetados diretamente pelos pecados dos pais, estando, portanto, debaixo de maldição. Tal teoria, para os referidos defensores, vale-se, também, para os salvos em Cristo. Entretanto, não creio que isso seja verdade, partindo do pressuposto que a Bíblia refuta a afirmação em apreço.

Para embasar a teoria da Maldição Hereditária, seus propagadores usam o texto de Êxodo 20.5: “Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam”. No entanto, é importante dizer que a Palavra de Deus contem mensagens endereçadas para três povos (1Co 10.32) e no versículo em apreço a mensagem é encaminhada para o povo de Israel (Ex 20.2). Além disso, Êxodo 20.5 fala do pecado de idolatria, que por sua vez gera uma forte tradição que percorre pelas gerações seguintes, minimizando o conhecimento de um Deus único e verdadeiro por parte da posteridade dos que cometeram o referido pecado.

O Senhor Deus responsabiliza o homem por seus pecados na sua individualidade e julga-o segundo as suas obras (Ap 20.13). Veja o que a Bíblia diz em Ezequiel 18.20:  “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele”. Em consequência disso, entendemos que cada ser humano é responsável pelos seus pecados e exclusivamente culpado, conforme está escrito em Tiago 1.14-15: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado e o pecado sendo consumado, gera a morte”.

Diante dos fatos, afirmo que a supramencionada teoria está errada do ponto de vista bíblico. Em contra partida, toda humanidade está debaixo de maldição por consequência do pecado original efetuado por Adão, o que não configura Maldição Hereditária (Rm 5.19). A maldição consequente do pecado original não pode ser abolida através dos supostos cultos da ”Quebra de Maldições”, despachos, descarregos, entre outros, mas tão somente, mediante o sacrifício vicário de JESUS CRISTO – Gl 3.13: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”. Ele é a poderosa Verdade que liberta (Jo 8.32,36).

O crente verdadeiramente salvo não pode ser amaldiçoado, posto que a Bíblia afirma que aquele que é de Deus o maligno não pode tocar (1 Jo 5.18). Sendo assim, todos os que confessam a Cristo como único e suficiente Salvador (Rm 10.9,10) e permanecem n`Ele (Mt 24.13) estão protegidos no esconderijo do Altíssimo (Sl 91.1), longe de qualquer maldição. À semelhança de Rute que pertencia a uma nação amaldiçoada (Is 16.7) e recebeu o benefício de entrar pelas portas da casa de Boaz, o parente remidor, todos os salvos em Cristo também migram da maldição do pecado para a terra da Promessa, onde encontram as bençãos celestes.

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Ir. Willian Benfenatti