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Lição 01 – Gênesis, o Livro da Criação Divina – Pr Claudionor de Andrade

Lição 01 – Gênesis, o Livro da Criação Divina – Pr Claudionor de Andrade

Lição 01 –  Gênesis, o Livro da Criação Divina – Pr Claudionor de Andrade
 
SUBSÍDIOS SOBRE O GÊNESIS 
Querido irmão,
a partir de hoje, estarei fornecendo alguns subsídios extras às lições deste trimestre, da qual, pela graça de Deus, sou o comentarista. Havendo alguma dúvida, por favor, entre em contato comigo. Será um prazer ouvi-lo. Desta forma, poderemos, com a sua ajuda, aprender ainda mais do maravilhoso livro de Gênesis.
INFORMAÇÕES SOBRE O GÊNESIS
 
INTRODUÇÃO
No estudo do Gênesis, temos seis perguntas específicas a responder: Quem o escreveu? Qual o seu tema? Quando foi escrito? Onde foi escrito? Qual a sua composição literária? e: Por que foi escrito?
Tendo como base as evidências que nos fornecem o texto sagrado, busquemos responder a essas importantes questões. Nesta abordagem, contaremos também com auxílios externos.
 
I. AUTORIA
Evidencia-nos a própria Bíblia ter sido Moisés o autor do livro de Gênesis. Tanto os profetas quanto os apóstolos e o próprio Cristo atestam-lhe a autoria completa do Pentateuco (Js 8.31; Dn 9.11; Jo 7.23; 1 Co 9.9). No original hebraico, o Gênesis acha-se interligado ao Êxodo por uma conjunção. Logo, o segundo livro do cânon sagrado pode ser lido desta forma: “E estes, pois, são os nomes dos filhos de Israel …” (Êx 1.1)
Não há o que duvidar. O Gênesis foi escrito por Moisés que, inspirado pelo Espírito Santo, reconstituiu-nos os princípios da História Sagrada.
 
II. TEMA E REIVINDICAÇÃO CENTRAL
Todos os livros do Cânon Sagrado apresentam uma reivindicação e um tema específicos. Quanto ao Gênesis, o seu assunto central aparece logo no primeiro versículo: “No princípio, Deus criou os Céus e a Terra” (Gn 1.1).
Em virtude de sua temática, inferimos-lhe de imediato a reivindicação: “Que todos adoremos a Deus como o Criador, Senhor e Preservador de todas as coisas”. Nele vivemos, nele nos movemos e, sem Ele, não existimos, nem somos.
 
III. DATA E LOCAL DE SUA COMPOSIÇÃO
O Gênesis, à semelhança dos demais livros do Pentatêuco, foi escrito no Sinai, durante a peregrinação dos filhos de Israel rumo a Canaã. Não descartamos, por outro lado, a possibilidade de Moisés tê-lo composto ainda no Egito, pois o seu objetivo, conforme mais adiante veremos, era fundamentar o êxodo hebreu.
Se quisermos precisar uma data, podemos apontar o XV século antes de Cristo. Aliás, é o que estabelece a cronologia bíblica tradicional.
 
IIII. POR QUE O LIVRO FOI ESCRITO
Deus inspirou Moisés a escrever o Gênesis, tendo em vista dois objetivos.
O primeiro foi estabelecer as bases do Êxodo. A geração que deixaria o Egito, para apossar-se das herdades de Canaã, deveria saber, antes de tudo, que o Deus de Abraão não mudara. Aquele que havia chamado o pai da nação hebreia a uma nova realidade espiritual garantir-lhes-ia o cabal cumprimento de todas as promessas. Portanto, que a nação descansasse nos braços do Altíssimo.
Em segundo lugar, o Gênesis foi escrito para responder-nos a estas importantes e imperiosas indagações: “Quem criou os Céus e a Terra? E quem me criou?”. Sem o primeiro livro da Bíblia, ainda jazeríamos em trevas espirituais. E, dessa forma, não teríamos condições de comungar com o Senhor e Criador de todas as coisas.
 
V. COMPOSIÇÃO LITERÁRIA
Providencialmente, o Senhor levou Moisés a escrever o Gênesis numa linguagem alfabética e facilmente assimilável. É bem provável que o Legislador haja aprendido a escrita sanaítica durante o seu exílio em Midiã. Se ele tivesse composto o primeiro livro da Bíblia em egípcio, hoje, a mensagem divina seria tão indecifrável como aquelas inscrições que jazem nas paredes das mastabas e pirâmides.
Consideremos também o estilo literário adotado por Moisés. Ao invés da poesia, a prosa coerente e precisa do historiador que prima pela exatidão e pela verdade. Isto não significa que, no Gênesis, não haja poesia. Há sim, e das melhores. Todavia, ao contrário de Homero, o hebreu não mitologizou fatos, nem fantasiou a História.
Moisés, sempre guiado pelo Espírito Santo, soube como separar a realidade do mito que já começava a distorcer a História Sagrada. Utilizou-se ele da tradição oral e dos registros genealógicos que, desde Adão, vinham preservando a linhagem messiânica. Enfim, o Legislador contou com a supervisão divina ao escrever o primeiro livro do Cânon Sagrado. Podemos confiar na narrativa mosaica.
 
CONCLUSÃO
Hoje, possuímos um relato fidedigno da origem dos Céus, da Terra e do Homem. A cosmogonia bíblica é confiável, pois conta com a chancela do próprio Deus. O que lemos em Gênesis é história, não fantasia.
Louvado seja Deus.
 
Autor : Pr. Claudionor de Andrade
 
Adriano Silva

Servo do Senhor Jesus Cristo pela sua graça, amante da Palavra de Deus, a serviço do Reino segundo a vontade do Senhor Espirito Santo, atualmente congrego na Igreja Assembleia de Deus - Missões (Sede em BH) - na Cidade de São João Del Rei-MG.

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