A reciprocidade do Amor Cristão – Subsídio da Lição 12 – CPAD Ir. Alan Dinali

A reciprocidade do Amor Cristão – Subsídio da Lição 12 – CPAD Ir. Alan Dinali

O tema da lição dessa semana fala-nos sobre a alegria de Paulo com as ofertas dos Filipenses, a providência de Deus e o contentamento com o que passarmos. Deus nos ensina que ele é provedor pois todas as nossas necessidades estão em suas mãos. Nos ensina com a alegria de confiarmos nele, pois ele entende nossa vida  e sobre aprendermos a colher as bençãos que ele já semeou em nosso coração. Por isso confie em Deus pois ele tem o melhor para nós.

Porque dar o dizimo?

Como tratamos do tema dízimos e ofertas na Igreja, principalmente na sociedade materialista em que vivemos, é fácil notar desavenças e preconceitos formados acerca dos homens e mulheres de Deus que trabalham ou vivem da renda de uma congregação evangélica. Claro que, em grande parte, o problema desse preconceito criado está no fato de falsos pregadores do evangelho usufruírem dos dízimos e ofertas recolhidos e alimentarem sua natureza pecaminosa e perversa usando o nome de Deus como provedor. Esses falsos mestres e pastores podem ser considerados como a materialistas, ladrões, exploradores da igreja e inimigos da Cruz de Cristo pelo mau uso do dinheiro recolhido para sustento da obra do Senhor.(Fp 3.18,19). Mas, o que quero tratar nesse artigo é a importância dos dízimos e ofertas para manutenção da casa de Deus. Quer você acredite ou não, grande parte das igrejas evangélicas do nosso século utilizam corretamente a renda vinda de seus fiéis para investimentos e obras dentro da Igreja. Toda Igreja evangélica possui despesas( água, luz, produtos de limpeza, materiais de escritório, manutenção de equipamentos e obras sociais) , além de investimentos no conforto de seus frequentadores( cadeiras e bancos, ampliação de templos, melhorias na acústica, etc..) e a única renda de uma igreja evangélica é através dos dízimos e ofertas recolhidos nos templos.  A quem diga que no novo testamento não encontramos relatos bíblicos que reafirmem a necessidade do dízimo na dispensação da graça, afirmando que a mensagem de Malaquias 3,10 foi apenas para a época da Lei e que se tivermos que seguir a risca essa ordenança devemos também cumprir a Lei como um todo. Em primeiro lugar eu gostaria de destacar que o sucesso de um homem ou uma mulher, seja no trabalho ou onde for, está na sua dedicação e disciplina. Eu entendo os dízimos na igreja como uma demonstração de disciplina por parte daqueles que se tornam membros de uma organização cristã, ou seja, uma maneira organizada de devolvermos tudo aquilo que Deus nos deu. Pense comigo, um homem que possui um salário de R$1000 reais sabe que se gastar o equivalente a R$ 800 reais em suas despesas diárias ( Lazer e sustento), sabe que por mês terá o montante de R$ 200 reais para uma poupança. Ou seja, esse homem se organiza de forma disciplinar para sempre ao término de um mês ter uma quantidade de dinheiro necessário para depositar em sua poupança para uma eventual necessidade médica ou lazer. Com o dízimo não é diferente, pois é  uma maneira organizada do setor financeiro da igreja poder investir conscientemente o dinheiro, pois as ofertas recolhidas poderão as vezes não serem suficientes para a manutenção pois não existe uma maneira prática de organização e disciplina da renda recolhida. Então o dízimo é uma forma disciplinar de sustento da casa de Deus.

Porque ajudar os pastores?

Outro ponto importante e que as vezes á muito mau interpretado,  justamente pelos maus exemplos de muitos lideres, é o salário de um ministro do evangelho. Muitos afirmam que pastores são ladrões e aproveitadores por roubarem os dinheiros dos fiéis. Ma s, vamos pensar um pouco. Todos nós temos uma renda, temos despesas, podemos passar por dificuldades médicas, os filhos necessitarão de sustento, de materiais escolares, precisamos manter a nossa casa, pensamos em viajar, em divertir, em investir, em casar, em trocar de carro, de casa…e tudo isso demanda um gasto financeiro que temos que trabalhar de forma a alcançar esses objetivos. Um Pastor também não é diferente. Ele é ser humano. Ele pode adoecer, pode precisar de mantimento, de roupa, de descanso, possui despesas de casa, filhos… e muitos vivem por conta da obra. Falo de pastores que cumprem verdadeiramente seu chamado, que fazem por merecer, que dedicam seu tempo a administração eclesiástica. Verdadeiros homens e mulheres de Deus. Pastores precisam receber o seu salário. Todo trabalhador é digno do seu salário. E um pastor é um trabalhador da grande seara de Deus. Nós chegamos em casa e podemos dormir. Pastores as vezes estão acordados aconselhando necessitados. Podemos deitar em nosso sofá e assistir uma televisão. Pastores estão preparando sermões, cuidando da sua vida devocional, cuidando da sua família, cuidando da nossa família também. Por isso eu gosto de deixar bem claro que como Paulo se alegrou muito com o apoio dos Filipenses, sendo essa uma demonstração do amor e fidelidade de Deus, pastores também merecem viver bem, merecem sonhar, merecem o melhor da terra. Cuide bem de seu Pastor, um dia você poderá ser um.

Devemos nos contentar com o que temos?

Quando Paulo declara que podemos todas as coisas em Deus, ele expressa toda a sua gratidão e confiança no Deus todo poderoso. Só poderemos entender o quem é o Deus provedor, quando precisarmos de provisão. Paulo sabia muito bem, pois o apostolo sofreu muito e padeceu muitas tribulações na pregação do evangelho e deixou bem claro que aprendeu a contentar com a sua situação. Muitas pessoas acreditam e até pregam que o crente não pode aceitar a sua situação se não tiver muitos recursos financeiros pois está no erro ou está pecando. O crente tem que ser rico, ter uma frota de carros, ser empresário, etc…mas sabemos que não é bem assim. Quero deixar claro que ter dinheiro, empresas, carros, etc..não é pecado, de maneira nenhuma. São frutos de sua dedicação em seu empreendimento comercial. O que quero alertar é que o evangelho da prosperidade pregado em muitos lugares é uma falsa doutrina carnal e enganadora. Na Bíblia, Jesus nos garantiu que passaríamos aflições e um dos grandes, senão o maior, precursor de Jesus deixou isso bem claro. Paulo era um homem que era culto e possuía bens, mas deixou tudo pelo evangelho. Aprendeu a passar fome e a comer bem. Aprendeu a sorrir e  a chorar. Paulo é um grande exemplo de servo de Deus e nos mostra que a aspiração do cristão não são as coisas materiais ou o dinheiro, mas sim as espirituais. Não é errado querermos uma vida melhor. Para isso devemos estudar, devemos trabalhar corretamente, devemos nos portar genuinamente, sermos honestos, termos dedicação, etc… para alcançar bençãos financeiras. Mas não devemos esquecer do Provedor da benção. É Deus quem nos sustenta e é Dele que vem as bençãos materiais. Contentamento nos fala que até aqui Deus nos ajudou. Se estamos de pé, Ele nos sustentou. Se temos um bom emprego, Deus abriu as portas. Se ainda não temos, devemos agradecer a Ele por termos saúde para trabalhar. Devemos aprender a pedir. Devemos aprender a orar. devemos aprender a dedicar mais a Deus. Deus não é mega sena. Deus é Deus. Ele é santo, puro. Deus não é um investimento financeiro. Deus é o doador de bençãos espirituais. Diz a palavra do Senhor em Mc 8.36 que não adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma. Isso é contentar. Isso é aprender a depender de Deus. Entenda que o que você planta, você colherá. Plante trabalho e estudo e colherá bençãos financeiras. Plante oração e consagração e colherá bençãos espirituais. Dependa de Deus e ele te ajudará. Confie em Deus e descanse. Deus conhece você e sabe o que você está passando.

Devemos portanto aprender que os dízimos são necessários a casa do Senhor para a sua manutenção, compreendermos que o obreiro é digno do seu salário e que o sorriso de um cristão não está naquilo que tem ou não e sim na alegria de confiar em Deus, seja qual for a situação. Portanto guarde essa palavra. Plante contentamento em Deus para colher benção espirituais e materiais. Deus abençoe.

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